A sombra falava de amor
O dono fugia agitado
Sem conseguir se livrar
Os poros jorravam calados
Mil potes de felicidade
A dúvida escolhe o caminho
O homem sozinho não erra
Porque ninguém vai ajudar
A sombra cuspiu no sapato
O dono rosnava de limpo
Sem melhorar a aparência
Os poros estavam salgados
Mil potes gritavam o sabor
A dúvida sabe vestir
O homem lambeu seu acaso
Porque seus instintos pediram
A sombra passou sua frente
O dono perdeu a partida
Sem atinar no destino
Os poros estavam ilesos
Mil potes quebraram a cabeça
A dúvida dorme encolhida
O homem sumiu do encontro
Porque não achou seu sentido