Paranóias à Parte

A vida é uma grande doença fatal
A gente passa os dias sabendo que é mortal
Paranóias à parte
Vivemos de arte
Sorrimos e dançamos
Ainda amamos
Por mais que os porcos asfaltem cidades

O homem precisa comer e adubar
No meio da rua não dá pra plantar
Os quartos sussurram no tempo que resta
A vizinha mais nua surgindo na fresta
Desse cortiço fantasiado
Mas no município ao lado
Existe dólar pra jogar na descarga

Quantos anos você vai sobreviver?
Será que queria saber?
Comendo poeira
Ouvindo besteira
Carregando carvão
Pro cofre do patrão
Sem a combinação
Para abrir novos horizontes

A vida é uma árvore grande e aidética
Forrada de regra e de estética
Paranóias à parte
A gente vive de enfarte
Enquanto o show não apaga

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