O vento batia no peito
O mar chorava nas pedras
E eu não sabia nadar
Olhava meu medo indo e voltando
Como se quisesse fugir dessa ilha
Morando em qualquer solidão
Chegava um pássaro casual
A lembrança passava outro filme
Onde havia cidade e mulheres
O melhor dos bilhares
Cravando um feijão de um malandro
Torcendo que a bola ficasse comigo
Pensei em pular sem futuro
Mostrar o sangue escondido
Mas aquilo não era a avenida central
Não haveria curiosos felizes
Aquela água lavaria o granizo
Não sobraria um lápide chorão
Resolvi vencer tudo isso
O horizonte formava um sorriso
A brisa vestia os pulmões
Tudo no maior arquipélago
Regado no mundo dos sonhos
Aguardando o calor de amanhã