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Não vejo Karen há alguns anos. Ela me
conheceu em 89, quando assistiu meu show no Botecoteco (coitada da menina,
esperneava, a mãe dela a
levou à força!), em Vila Isabel. Então Karen escreveu algumas coisas para mim, eu
escrevi outras de volta, posso afirmar então que não a conheço. Para dizer a
verdade, acho que jamais nos dissemos pessoalmente muito mais do que "oi" e
"tchau", só por escrito mesmo, ou pelo telefone. Certa vez ela me emprestou seu caderno de
poemas, de onde eu roubei algumas folhas, em cópias xerox. Tudo dentro da maior
honestidade. Cinco delas viraram músicas e umas outras eu ainda tenho guardadas comigo.
Registramos duas delas: "Escrevo" & "Negro
Realmente". A moça está estudando na Alemanha (chique, né?) e fica
meio complicado enviar partituras para que ela possa assiná-las. Embora saiba da existência, Karen ainda não
ouviu nenhuma das músicas que eu fiz das letras dela...
Isso é que é prestígio, sô! |
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