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Férias Conjugais |
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Nov/2007 |
Zé, casado com Vera, pai de cinco filhos criados, resolveu fazer uma reforma na casa do Grajaú, que ficava mais precisamente na rua Júlio Furtado. Cuidou de hospedar a família na ampla moradia de Juca, seu irmão mais velho, um tanto longe, na Garibaldi, para que pudesse ficar tranqüilo, enquanto supervisionava o andamento das obras. E também porque precisava urgentemente de férias conjugais.
Severino era o pedreiro encarregado e também dormia no trabalho. Aos poucos, com aquela convivência diária, Zé foi se apaixonando por Sevira, ao ponto de não conseguir mais decidir se queria ardósia no terraço ou ardência no regaço.
A vizinhança ficou sabendo. Por conseqüência, a mulher ficou sabendo, os filhos ficaram sabendo. Incrédulos, envergonhados e furiosos, não quiseram voltar para a casa reformada, radicaram-se em São Paulo, no Bexiga. Zé mudou-se para o Estácio, onde foi morar com Sevira. As partes não compareceram nem na audiência de divórcio. Parece que a antiga residência ficou com a porta da frente fechada e os fundos abertos.
Até hoje Vera não sabe quem é que se vira, ou quem se vara.
ps.: Vera, os "se viram" e "se varam" desta história são fictícios. Zé é mera sacanagem.