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Folhinha de Nada |
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Out/2007 |
Nas novelas, a concorrência é sempre desleal. Às vezes, na vida real ocorre o mesmo e as partes vivem de entregas e intrigas.
Era uma vez uma moça que nasceu da costela de seu amado e vestia apenas uma folhinha de nada de parreira, que ainda não era técnico de futebol. Nesse traje (ou ultraje), ficava aquele “mundão” todo de fora! Ao separar-se do macho e adquirir independência, decidiu difamá-lo, embora ainda não houvesse quem ouvisse. Ela disse que ele não era digno dela (Eva e Adão), ou que ele precisaria muito concorrer para chegar junto. Contou que Adão passeava com seu chihuahua em volta da macieira (onde não se poderia transitar), vestido de Dorotéia. Ave Adão! E assim foi dizendo mentiras a todos da natureza. Tudo muito primitivo, emotivo e sem motivo.
No final desta historinha, a credibilidade continua ao lado de quem sempre esteve. Isso significa que não vamos perder a costela, que comer maçãs não é pecado e a moça da cara de pau vai ficar com um nariz enorme. Ou Gepeto vai ensiná-la que o melhor que se faz pela comunidade é manter o Trânsito Livre.