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Publicado na edição 109 do jornal Estado do Rio Noticias

27-Out-2007

Na época da escola, “turista” era aquele aluno que freqüentava aulas esporadicamente. Fazia-se uma algazarra na sala quando eventualmente um desses aparecia! E o pobre professor mal sabia o que poderia tramar para conter aquele bando de “anjinhos” eufóricos. Em casos mais drásticos, o mestre cogitava suicídio!

Cachoeiras de Macacu é um município favorável ao turismo. Não aquele dos gazeteiros, mas o que atrai viajantes abastados e poderia trazer recursos financeiros altamente desejáveis. Temos cachoeiras, belas montanhas, mata, esquilos, tié-sangue, coqueiros e vereadores. Ih, foi mal!

Fala-se, com olhos gordos, que o Pólo Petroquímico, esse breve futurista lá de Itaboraí, venha por si só resolver essa deficiência turística atual num “plim” de mágica. Acontece que os atrativos estão sendo maltratados, principalmente os rios, e logo num lugar conhecido como o “Paraíso das Águas Cristalinas”! Logicamente, se não cuidarem da estrutura e da preservação da natureza, não colheremos frutos dessa oportunidade.

Os ancestrais pensaram que a beleza do município seria inesgotável, entretanto percebemos que tudo é perecível e escoa pelo ralo da imprudência de uns e ignorância de outros. É bom observar que, quando se esbanja, mesmo grandes fortunas acabam esgotadas.

Este é apenas um belo cantinho do planeta, entretanto sendo tratado com o mesmo descaso de todos os outros lugares, que também outrora foram ecologicamente fantásticos, antes de virarem asfalto.

Ê-ê, esse gringo é burro! Talvez esteja bêbado. Os esquilos não sabem ensinar onde ficam os pontos turísticos, o tié-sangue não fala alemão e os vereadores não são protozoários. Consta que não. Fala sério! Cadê a solução?

O garotinho (no bom sentido!) joga mata-mata, enquanto o adulto mata a mata.

Acesso direto à página principal de músicas - composições de João Prista

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