Ópera do Pinel

Publicado na edição 083 do jornal Estado do Rio Noticias

12-Mai-2007

A equipe de reportagem do Jornal do Barril constatou uma cena dantesca! Acontecimento histérico. Um Astramóvel, guiado por um ser alienígena, circulava um tanto exibicionista. Começou com uma arrancada ao estilo da ópera cantada de pneus, ou dos pinéis, sabe lá? Eis que, de repente, justo na curva, escorregou numa casca de banana. Houve a perda de controle e estabilidade, na qual uma motocicleta estacionada foi vítima de um carro perdido, tal qual costuma acontecer no Rio Bang City. Neste caso, nada de balas, foi um "carrocídio". Espetáculo digno dos piores momentos do Rubinho Barranqueiro, que consegue correr sozinho e chegar em segundo. Gatinhas e sacudos gargalhavam! O Astramóvel suspeito foi visto plantando bananeiras no meio da praça, mas o elemento do volante não se machucou. A Formiga Atônita, com seus superpoderes, desvirou o veículo, que saiu desvairado fugindo do flagrante. Clandestinos sabem que a punição é aventureira.

As mesas do quiosque correram em direção à igreja, derrubando sanduíches, copos e garrafas. Uma lambança! Algumas cadeiras tiveram dificuldades na fuga, porque fregueses estavam sobre elas, atrapalhando. O Carlão se escondeu dentro do banheiro e o João (enlouquecido!) saiu correndo atrás das mesas, na tentativa de recuperá-las e cobrar as contas. O Corpo de Barbeiros não chegou, nem atrasado. Ninguém quis gravar entrevista. Tudo por um álibi!

Disseram que a intenção disso tudo era lavar o Astramóvel no chafariz, tipo ducha higiênica, que serve bem para limpar uma cagada, porém ficaram frustrados ao perceberem que não jorrava água e não havia tempo para abortarem a missão. Ficou tudo no susto. Não se sabe se papai rala, se papai ralha ou rolha. Jovens, ao volante, são valentes! Quando ninguém fica ferido, a platéia agradece.

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