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O Futuro de 0,38% da Teta |
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05-Mai-2007 |
Para que seja possível governar comunidades, é necessário providenciar arrecadação. Desde os mais antigos povos, os impostos foram decretados, por "unanimidade", como sendo a melhor solução.
Contribuições são hipócritas, porém opcionais. Pelo menos a maioria é, tanto uma coisa, quanto a outra. Talvez ninguém de fora da cúpula governamental saiba quem foi o gênio que inventou o IPMF, esse fabuloso instrumento, com o qual o mesmo dinheiro é sobretaxado novamente a cada vez que muda de bolso legalmente. Posteriormente, outro gênio percebeu que seria mais "suave" veicular essa beldade como "C", CPMF. Mas que é "I", isso é evidente, IMPOSTO. Basta que se compare a tradução das palavras: Imposto e Contribuição. De vez em quando, aproveitam para aumentar a alíquota.
Agora estão prorrogando a "provisoriedade" do "imposto" até 2012. Que legal! E ninguém reclama disso, estão todos acostumados. Portanto, "Imposto Permanente sobre Movimentação Financeira", porque não há escapatória e porque a "teta" está tão gostosa...
As entidades que têm voz estão preocupadas com temas individuais e egoístas, por exemplo: o aumento salarial de 25% para os dromedários, transporte gratuito para o cachorro vadio e o gatinho angorá, ou o movimento dos "Sem Iates", com direito a invasão na Marina de Mônaco.
A história da humanidade é clandestina, o povo fica sabendo daquilo que querem que seja público. Às vezes, depois de algumas décadas (quando não há mais impacto), parte da sujeira oculta de um passado longínquo é divulgada, com ares de credibilidade popular.
Assim sendo, governantes do futuro, quando descobrirem novos métodos de utilização da "teta", hão de divulgar o que realmente hoje é feito com a grana arrecadada através de impostos previstos para fins tão nobres e utilizados à revelia, diante da mais absoluta falta de fiscalização e decência. É o estupro consentido da nossa paciência mundana.