|
Ilícita Ação |
|
23-Set-2006 |
Estavam preocupados com o aumento da incidência de AIDS no país. Foi feita uma campanha nacional: "use camisinha, é a sua verdadeira proteção". Todas as providências foram tomadas, porque haveria uma farta distribuição gratuita. A população estava favorável à idéia e disposta a colaborar, sem restrições.
Construíram um imenso galpão aclimatado no Acre, para armazenamento do produto na temperatura ideal. Os preservativos superfaturados foram estocados naquele local. Era preciso transportá-los aos outros estados, este foi o maior trunfo da estratégia. Portanto diversas rodovias foram construídas pelo governo, em seguida privatizaram tudo. As licitações foram vencidas por empresas de parentes e amigos, tanto na construção do galpão e das estradas, quanto na aquisição de material e também no processo de privatização. Só então foi liberada a cobrança de pedágios exorbitantes. A Varig aproveitou a brecha para se reerguer e a economia voltou ao normal. Ficou parecendo que o povo votou anormal.
Levantamentos, não se sabe se baseados nas trepadas dos galos ou dos coelhos, determinaram o estoque mínimo inicial: 990 trilhões de embalagens de camisinhas, cada uma com quatro unidades!
Indagados sobre a quantidade de preservativos, os políticos apresentaram defesa na CPI:
- Ué, não é uma camisinha para cada espermatozóide?