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Gravidez da Gravidade |
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07-Out-2006 |
Durante a gravidez da gravidade, a Terra não atraía nada, nem ninguém, até que nasceu. Dizem que foi uma explosão, há bilhões de ônus.
Hoje estamos danificando a camada de ozônio, enquanto o Sol derrete a camada polar, enquanto moribunda ou acamada.
Nunca escolhemos nossos vizinhos, na verdade moramos onde podemos morar, ou onde a oportunidade nos manda, ou nos muda. Ainda assim somos bairristas e desfraldamos as bandeiras que nos ensinaram.
O planeta sofre porque temos móveis de madeira, porque gastamos mundos de papel, porque tomamos banhos demorados, porque comemos tudo e não comemos as sobras, porque votamos errados, porque xixi não aduba, porque os carros circulam, porque inventaram a moeda, porque não para de nascer gente, porque sujamos todos os lugares, porque não temos pena de futuras gerações, porque o poder é cego, porque o egoísmo é doente, porque há guerras e não preservam as guelras, porque a arte foi oprimida, porque satélites são importantes, porque a mentira é soberana e porque acreditam em tudo que ouvem na TV.
Não há misericórdia nem com o ar, imprescindível para se respirar, ou com a água, que praticamente rege a vida.
Amamentando a gravidade, a Terra precisa respirar. Quando vemos nosso planeta na UTI, o sobressalto inevitável é impotente, não podemos fazer nada, somos pequeninos, habitamos um monte de regras hediondas, que vão matar nosso mundo. Há gravidade na gravidez, onde médicos não podem salvar o parto, apenas querem parir dinheiro.