|
Esquerda Vou Ver! |
|
23-Jun-2007 |
O que vou lhes narrar aconteceu em Vênus, há 1 bilhão de ânus atrás, quando aquele planeta era habitado por humanos. O que prova que nada se cria, tudo se utopia.
- Eu quero descansar uns 5 ou 6 dias, não agüento mais esse noticiário, parece que está tudo fora de controle. Eu vou sem comitiva, sem seguranças, apenas eu, o homem Luís.
- Mas Presidente, isso seria muito arriscado!
- Nada disso, eu já escolhi a cidade: Catucaçua. Não há risco nenhum, criminalidade zero. Além do mais, eu conto com a minha popularidade no país todo. O importante é que ninguém daqui saiba onde eu fui. Sem badalações. Lá não há repórteres, nem TV local, rádio, jornal, nada, é exatamente o que preciso.
E lá estava o Presidente em Catucaçua, ele próprio dirigindo o carrão. O policial mandou encostar:
- Bom dia, senhor! Documentos.
- Ô, companheiro, não está me reconhecendo?
- Senhor, conversa fiada não resolve. Eu preciso ver os documentos.
- Você está me vendo bem? Eu sou o Lula, o Presidente.
- E eu sou Napoleão. Nossa cidade tem criminalidade zero, esse carrão é suspeito, eu preciso ver os documentos.
- Olha, companheiro, Presidentes não carregam documentos. Vamo parar com a palhaçada.
- Senhor: eu não sou seu companheiro, não sou palhaço, não sei do que o senhor se julga presidente, sou apenas um policial no cumprimento do dever e posso prendê-lo por desacato à autoridade e por falta de documentos. E é exatamente o que eu vou fazer agora.
Com a chegada da comitiva e dos seguranças, tudo se esclareceu.
- Mas Presidente, não temos pena de morte no país...
- Inventem uma, esse imbecil me prendeu por nada! Não pode ficar assim. Eu já estou achando que deveria ter ido a Cutucomeu, nunca ter vindo a Catucaçua.
- Calma, Presidente, vamos relaxar, não era isso que o senhor queria? Relaxar, na maior, como se fazia na época da ditadura. Que tal a gente comer umas criancinhas? Fome zero!