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Cidadania |
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18-Ago-2007 |
Sexta-feira, 10 de agosto, à noite. Horário habitual de lazer para muitos que trabalharam durante toda a semana. Espaço público, de direitos reservados às pessoas de todos os credos, enfim, ao cidadão. Houve um evento religioso, realizado bem na saída da rodoviária e com a utilização de um carro de som dos mais agressivos aos tímpanos dos que precisassem passar pelas redondezas. Potência e berros! Eu, por exemplo, pretendia ficar em um quiosque próximo ao local, na outra extremidade da rodoviária, e não pude. O barulho era simplesmente INSUPORTÁVEL!
Neste caso, não se trata de qual religião, se estão evangelizando, se sacodem cabeças para expulsar satanás, se exorcizam por outros métodos, se fazem macumba, se evocam espíritos, se clamam por Jesus, Deus ou o que chamam de deus, se são caridosos ou não, ou se apenas querem arrecadar. Estamos falando de "FALTA de RESPEITO" ao próximo.
Há leis que estipulam, em medidas, a tolerância a ruídos ditos como suportáveis. Não é necessário ser especialista no assunto para avaliar que o que se ouvia (sem direito a sursis!) estava MUITO acima do máximo permitido. O que foi aquilo? Enxurrada de decibéis ou que todos vós vos "imbecibeis"?
Desconheço como funciona, mas certamente houve uma autorização das autoridades para que o evento pudesse acontecer, fechando a rodoviária, com policiamento especial, etc. Por outro lado, ninguém se preocupou para que o direito de todos fosse respeitado, inclusive dos alheios ao acontecimento.
Religião, futebol, política e GLS são alguns assuntos polêmicos. Não se pode querer que não haja manifestações de cada qual, porém deve-se exigir uma convivência ambiental que não incomode aos que têm preferências contrárias aos manifestantes.