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Papagaio Paraguaio |
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11-Jul-2009 |
Algumas vezes ouvi dizer que não há homossexualismo entre os que chamamos de animais (bichos, já que somos humanos racionais), mas não foi sempre esse o filme que eu vi.
Tia Estecôncia tinha trancado no apartamento um gato siamês, que poderia ser descrito (grosseiramente) como sendo um felino com uma cabeça avantajada em relação aos demais semelhantes. O nome dele era Chapeleta. Por algum desses acasos, ela ganhou um outro bichano angorá branco, ainda filhote. Este, posteriormente, viria se chamar Agorinha, por causa de muito pelo contrário. Então o gatão a perigo foi lá e cravou o gatinho. Foram tantas as vezes, que o pequeno já se chegava todo meloso e arrepiado junto ao grandalhão. E parecia feliz!
Certa vez, no Largo da Carioca, eu vi um cachorro sacudo fazendo a “festa” de três outros, que lhe montavam às costas, alternadamente. E parecia nem ligar, permanecia paradão, como se nada estivesse acontecendo, não reclamava nem da baba no cangote. A equipe de filmagem estava atenta, mas faltavam as falas: “yes, yes, yeeeesssss, no, no, yessss...” Não rolava nem um “au, au”. A cena, assim no meio da rua, era bizarra!
Interessante mesmo foi o caso do papagaio paraguaio. Ficou apaixonado pelo papagaio brasileiro, trocaram carícias, tudo no maior “love!”, fizeram juras de amor eterno, andaram de patas dadas nos poleiros mais famosos. Muito beijo na boca! E daí? Foram manchete pelo mundo afora, o principal acontecimento gay entre pássaros do planeta, a incrível história do papagaio paraguaio! Mas este depoimento pode ser falso.
João Prista