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Música Ligando |
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20-Jun-2009 |
Adoro tocar. Música, logicamente. Para tocar, a gente pode pegar o instrumento, ou também pode usar o aparelho. De som. Para fazer soar, é preciso muito exercício, tocar até a exaustão, no caso do instrumento. Ou mexer no botãozinho, em se tratando do aparelho. Hoje em dia, geralmente, o instrumento também já é eletrônico, de forma que, em ambos os métodos, costuma-se enfiar o pino no buraco. Da tomada. Esta, por sua vez, claro, a tomada, leva o pino em seus dois buracos, mas existem também tomadas mais gulosas, que levam pinos nos três buracos, simultaneamente, e por isso são chamadas de tomadas. Deve ser, pois, porque tomam. Parece que o terceiro pino é a minhoca da terra, mas não tenho muita certeza, essa parte é mais para eletricistas.
A minha maior dificuldade é com relação aos fios. Esse é um objeto complexo! Quando em fio, nunca sei onde diabos pode falhar, na ponta, na frente, no meio ou atrás. Mesmo quando rígido, o fio apresenta o péssimo hábito de quebrar. Os sábios dizem que foi na ponta que partiu e os menos experientes nunca sabem onde foi. Há que se explicar direitinho, porque podem interpretar mal se em fio atrás. Outra verdade é que não entendo muito bem o esquema de conexão, já que mandam enfiar a saída de um na entrada do outro. Dizem os entendidos que o volume não deve passar da metade, sei lá, talvez então porque possa doer. Entretanto nunca explicaram se volume tem ombro. Outras instruções sugerem que o alto-falante deve ficar com a boca virada para o ouvinte, exceto em casos graves.
Com tudo isso, aconselho a você, que vai dar a sua primeira tocadinha, que escolha com muito carinho o instrumento, ou o aparelho, além de examinar as instalações. Os mais exigentes cuidam minuciosamente da posição das caixas, da acústica e do silêncio do ambiente, para depois, sim, fazerem bastante barulho.
João Prista é compositor e escritor, mas também fez pós graduação e mestrado em babaquice, na universidade de Pristópolis.
João Prista