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GPS e Churrasqueira |
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27-Nov-2010 |
O lugar estava absolutamente lotado! Algazarra. Gente alegre, alguns até demais. Parecia mesmo um povo feliz.
As coisas estavam misturadas. Havia um churrasco, sabe lá de quem?, e uma outra comemoração política, afinal a primeira mulher presidente do Barril havia sido eleita, HIC!
A moça, muito gentil, me trouxe umas florzinhas simpáticas, que eram para enfeitar minha mesa e me trazer inspiração para escrever coisas bonitas. Disse que era aniversário dela, eu nunca sei bem o que dizer de volta. Pensei em me esconder debaixo da mesa, mas talvez não fosse uma boa ideia.
Portanto, já que não sei escrever coisas bonitas, a culpa das bobagens deste texto é das florzinhas. Acho que estavam bêbadas!
As pessoas foram se dispersando aos poucos, principalmente depois que as celebridades se foram.
Quando percebi, eu estava debaixo da mesa, um cachorro estúpido, com cara de triste, me lambia e o dono do bar dizia:
- Cumé, vai pagar a conta?
Briguei com o cão. Num gesto, sei lá, de
amor, respirei perto das florzinhas, creio que fui beijá-las, mas imediatamente
elas murcharam. Fiquei com aquele sentimento de culpa, pertinente aos ébrios.
Preciso de um GPS, já não sei onde fica minha casa, ou a minha omoplata. Pra
tudo há uma solução, menos pras florzinhas. Difícil também para atropelamento de
jamanta ou para soda cáustica no esôfago...
- Ei, florzinha! Florzinha, fala comigo... Onde é que eu moro?
João Prista