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Carruagem |
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21-Ago-2010 |
A carruagem chegou, muito atrasada, no Velho Oeste. Curioso que ninguém a estava conduzindo, veio vazia. Magnatas entraram, com suas valiosas bagagens. Então foi-se cidade afora, novamente conduzida por ninguém. Todos desapareceram, menos a carruagem, que voltou, muito atrasada, sozinha.
O xerife ficou meio desconfiado, procurou minuciosamente por maconha e cocaína, sem sucesso. Vestígios de sangue, pólvora, nada. Chamou o delegado assistente e, armados até os dentes, resolveram embarcar na próxima viagem. Foram na carruagem, estranhamente conduzida por ninguém.
Os bandidos invadiram a cidade, saquearam, roubaram, beberam, estupraram até a filha do juiz e partiram, ébrios.
A carruagem chegou, muito mais atrasada, veio vazia e sozinha. Oh, céus, dessa vez eram duas carruagens! O negócio estava prosperando.
Para resolver o impasse, marcaram um duelo pras dez da manhã, seriam cavalos se chocando de frente até a morte, na rua principal, em frente ao saloom.
O novo xerife foi subornado e executou os cavalos da carruagem mais feia.
João Prista