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Árvores de Verdade! |
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04-Mai-2002 |
O Rio de Janeiro já foi lindo. Olhei a paisagem de 1800, quando se podia tomar banho na praia de Botafogo. Cavalos adubavam aquela maravilha e as pessoas não sabiam o que era a multidão da China. O pombo-correio estúpido não aprendia o endereço do jornal, a padaria não ficava na esquina e praticamente não havia dízimo. Juquinha não ouvia falar das pragas e a professora ensinava a lição usando um martelo!
Asfaltaram tudo naquela cidade, até a Quinta da Boa Vista. Todos foram para lá, ou para São Paulo, inclusive alguns Japoneses. Os homens precisam ganhar dinheiro, muito dinheiro!, e exploram outdoors, isso mesmo quando chegamos no nordeste, porque os ônibus têm janelas.
Em certos trechos, nossa estrada ainda é bonita, curvas acentuadas para a direita (ôôôôôôôôôô) e para a esquerda (ôôôôôôôôôôôôôôôô), enquanto árvores de verdade aceleram em sentido contrário. Alguns acabam não fazendo a curva (UÁAAAaaaaaaa). A subida não enfarta preto velho porque as bicicletas de hoje têm marchas, que suavizam a pedalada olímpica, mas os veículos motorizados atropelam. Lá embaixo vê-se o vale, que não pode ser trocado por comida, ou um pouco de neblina, ou muita água, sabiás copulando, um crocodilo idiota perdido no mato. Estranhamente aparece um painel de propaganda da Aguardente Nós Cai ou das Calcinhas Tomassi, impedindo que se possa ver uma rocha ou 5 árvores de verdade. Alguém é "dono" daquilo, que gera dinheiro, e que se
fodam os esquilos!