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Templos Modernos |
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31-Jul-2002 |
Rituais regem crenças. Pode ser cachaça, sangue de galinha com farofa, tridentes, simpatias ou o fiofó, todos rezam, mas o campeonato baiano não termina empatado.
E olha que fazem uma cagada só, na cidade, no rio... Cada um sabe no que acredita, e é preciso acreditar em alguma coisa, senão a vaca vai pro pântano.
Aquele outro “sacerdote” da casa barulhenta acha que, além de sacro, saco!, é cantor. Pior que isso, a vizinhança é obrigada a ouvir aquilo, que mais parece um karaokê desvairado. Culpada disso é a Ordem dos Músicos do Brasil, que não fiscaliza o exercício da profissão. Ou porque inventaram o alto-falante. O bar ao lado vai perdendo a freguesia, por conta do barulho, mas também que se dane, porque bar é coisa do demônio. E falar no orelhão é o cacete! Então o moço da assembléia foi tirar satanás de dentro da dona. Sacudiu tanto, pelos cabelos, que acabou arrancando a cabeça da pobrezita fora do pescoço. Meio sem graça, diante dos fiéis e segurando o crânio pendurado, ele acenou: “foi mal!” Objetivo concluído, certamente o “encosto” não atazana mais aquela ali. Talvez o método tenha sido um pouquinho exagerado...
A imprensa mal intencionada, só pode ser, noticiou que andaram fazendo saliências com os Pablitos, um sururu do cacete, mesmo! Tá certo, já explicaram isso direitinho, foram só alguns, a exceção da regra. Sei não, onde isso vai parar? Ficam bisbilhotando a vida de todo mundo, que heresia! Mas a vida é como o xadrez: o bispo come o peão, o cavalo come a rainha, mas quando vão comer o rei acaba a brincadeira.
Falando de santos, São Dois Tipos de Templos: os que ganham muita grana e os que fecham, ou acabaram de abrir, ou são apenas sérios. Dizem que é administração globalizada. Mudaram um pouco a célebre frase, e a fé move montanhas de dinheiro. Duvido que Maomé não fosse nessa...
Onde viam filmes, oram. Onde faziam ginástica, oram, ora! Outros mais. Os peregrinos já não sabem o que estão fazendo, porém estão bem vestidos. Este é o Reino de Dedos. Parece um exercício de lavagem de dinheiro e lavagem cerebral. O problema talvez seja o exagero. Mas nem tudo está perdido ainda, você pode converter-se ao Pristianismo. Seja Pristão!