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Prega na Mentira |
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12-Set-2003 |
Já faz um bocado de tempo que não nos lemos. Como vai você? Aposto que se esqueceu de mim. Eu estava com saudades! Queria voltar com um belo texto, cheio de dia e amantes, mas quem sou eu? Dia não, eu sou boêmio. Amantes sim, mas onde estariam elas? E as pedras preciosas?
Continuei minha rotina de ler todas as colunas do nosso jornal, de cada semana, velhos colunistas, novos colunistas, causos, história, racionalismo, broncas. Nota 10.
Certamente agradeço o imenso carinho de todos que sentiram falta de Pristópolis, cá estamos. E vamos parar de frescuras, que aqui não é lugar para isso. Falemos, pois, a verdade.
* * *
Cada ser humano é único. Eu tenho minhas verdades, você tem as suas. As sogras sabem de tudo, os políticos têm o poder de mudar qualquer verdade, a TV manda no sucesso, o sacerdote reza e por que diabos será que eu fui multado?
Tenho duas filhas adolescentes. Fica frio aí, taradão, estamos falando sério aqui! Eu pensava que sabia o que dizer, aquelas palavras de pai, mas isso foi quando elas eram criancinhas. Eu dizia: "fica aí de castigo, faz o dever de casa, come esta merda!" E pronto. Minhas verdades não servem mais para elas. Acho que ninguém sabe qual a utilidade da placenta usada, mas por que não se serve no almoço?
A verdade bem pode ser dócil, como também é possível o sujeito ser sádico, ou será que aquela dona de pernas abertas está sem calcinhas?
Sim, claro, verdades incontestáveis existem: está chovendo pra cacete, dedo no nariz não é elegante, iates custam muito caro, ou será que já invadiram outra fazenda improdutiva com piscina?
Verdade mesmo, inquestionável e única, só que estou aqui de volta. Ou será que não vão publicar a coluna?
´Té já!