Pirilampos

Publicado na edição 434 do Cachoeiras Notícias

16-Abr-2005

Há muita coisa que a gente fica sabendo que existe, mas nunca viu. Claro, além de Papai Noel, Saci Pererê, duendes e pirilampos, sendo que estes últimos eu juro que vejo regularmente na minha casa. 

Talvez precisem esconder Papai Noel porque ninguém vai querer se responsabilizar pelos milhões de brinquedos que deixam de ser entregues no Natal. Já imaginou quantos processos na defesa do consumidor?

O único Saci Pererê que se viu foi o João do Pulo, mesmo assim era forjado. Coitado, grande homem, isso não se faz. E que deus o tenha!

Duendes são engraçados, mas não concordam em dividir direitos autorais com a Rede Lobo. Portanto estão fora da mídia, sem chances, dizem que não existem e pronto. Sem falar que não se permite travessuras.

Restaram os pirilampos, que dividem a beleza da noite com a lua e as estrelas. Entretanto os vaga-lumes levam alguma vantagem, afinal movem-se constantemente e muito rápidos, pelo menos se considerarmos a distância na qual podemos vê-los. Poxa, maravilha da natureza! 

Índio canibal, você já viu índio canibal? Uff, sorte a sua! Enterro de anão negro? A inflação? Alguém que acertou na Mega Sena? Travesseiro de penas de urubu, medindo 4x1? Mulher de ceroulas? Cavaquinho afinado? Sopa de diamantes? O testamento de Jesus, dizendo qual é a verdadeira religião? O pégaso? Disco voador? Fantasma camarada? Você já viu a farta distribuição do Diário Oficial de Cachoeiras de Macacu?

Algumas dessas coisas existem, ou provavelmente. Ou possivelmente. E daí? Nós é que somos cegos e céticos, porque não damos oportunidades à realidade. Deveríamos procurar melhor. Ou não. Já imaginou se um canibal chegar bem pertinho e resolver comer você? Haja maionese...

Acesso direto à página principal de músicas - composições de João Prista

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