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Mesologia |
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07-Ago-2002 |
Naquele tempo as professoras marcavam provas baseadas em livros. Por conta disso, acabei me empolgando e li a coleção inteira de Monteiro Lobato, que realmente fascinava a criançada. Mais tarde passei a ler algumas preciosidades do Érico Veríssimo, o que, certamente, me induziu à admiração ao filho Luís Fernando. Esses me vêm de imediato à memória falida, entre outros que, vergonhosamente, me esqueço agora. Mas foi o Francês Saint Exupéry que me impressionou ao nível da perfeição: como pode alguém escrever uma obra tão fantástica, tão enxuta, tão completa? Não faço idéia de quantas vezes reli “O Pequeno Príncipe”, certamente bem mais de 10, sem contar quando eu resolvia me ater apenas a determinados trechos, como o da “raposa”, minha favorita. Mas ele, sabiamente, mencionou os baobás.
Decididamente botânica não é o meu forte, não faço a menor idéia de como se parece um baobá, até porque os desenhos do livro não são muito convincentes. Pode haver semelhança com a couve-flor, entretanto não saberia diferenciá-lo sequer de uma hemorróida! Exceto pela “moldura” desta. Mas percebo que plantaram várias amendoeiras na nossa cidade, sabe-se lá quando foi isso, ou se realmente são amendoeiras. Estava levantando aquilo tudo, grande e duro. A pessoas passavam por ali e viam o pau subindo na calçada, aliás em vários lugares da rua, com uma potência que poderia derrubar muros! Claro, estou falando da raiz da amendoeira. O resultado disso fez com que andassem remendando calçadas, paliativamente, onde cimentaram, podaram e preservaram alguma sombra, por enquanto. Mas não resolveram o problema, muito breve o pau vai continuar levantando, rasgando todas, virgens ou acostumadas. Pobres calçadas...
Às vezes o urbanismo se atrapalha no caos do planejamento. O Pequeno Príncipe chamou à atenção de que, antes de rasgarem incisivamente o solo, baobás foram pequenos arbustos, facilmente removíveis. Era preciso saber identificá-los a tempo.