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4a-Feira e o Diabo a 4 |
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11-Set-2002 |
Estamos aprendendo como é esta goiaba. Tudo parece uma grande miragem, quando se está com muita sede. O moço escolhe quem pode comer filé mignon, que muita gente nem sabe o que é. O cão faminto namora o frango giratório, que vai assando na máquina da padaria, mas ele se dá mal quando abrem a porta, porque lá dentro é meio quente...
Da primeira vez que eu fiquei careca, não me conformei, fui à luta: massagem japonesa, produtos milagrosos, simpatias, esterco de cavalo. Nada!
Da segunda vez que eu fiquei careca, já não era novato, simplesmente quebrei o espelho. Continuaram me chamando de careca.
Da terceira vez que eu fiquei careca, fiz um implante. US$ 100 cada fio! Sofri um acidente de automóvel e rasparam minha cabeça no maldito hospital.
Da quarta vez que eu fiquei careca, comprei uma peruca RI-DÍ-CU-LA! De vime. Não enganava nem eleitor.
Da quinta vez que eu fiquei careca, resolvi ficar careca. Para tudo há uma solução simples...
O jornal noticia o feito ou o prefeito. Mas ela queria ser manchete. Treinou no espelho, ficou de calcinha rendada, de óculos escuros, de sereia ou de maquiagem. O jornal noticia o feito e o prefeito, nunca o perfeito, porque este não existe. Ela sonha que vai fazer sucesso, em Bonsucesso, em Paris ou aqui mesmo. Mas ela não acontece, nem com prece. O jornal não sabe o efeito e o prefeito. Ela ensaia, ou sem saia, ou sabe lá quem mesmo é o diretor, para dar logo de uma vez pro cara certo. Claro que faz de todos os jeitos, ou nem imagina que dia é hoje, ou que noite. O tempo passa e ninguém fotografa. Já não agüentava mais o espelho! E que seios caídos são esses?
Abre parêntese. O escritor estava com muito sono, a cabeça acabou ficando pesada, essa caneta encravada entre os olhos não é piercing. Fecha parêntese. Pronto.