Cúmplices
Ela cruza as pernas, eu olho. Ocorre que o namorado se zanga. Ela me olha, eu finjo que não, nada de cúmplices! E essa noite de flertes proibidos se espalha na vontade e no perigo do descontrole.
Por que diabos eu olho, se sei que não vou substituir o namorado? Talvez um outro dia a gente se encontre, ela sozinha, ou pode até que o namoro já esteja acabado. Quem sabe se esse sorriso é um pedido de ajuda?
Ela levanta, e vai ao banheiro, e volta sorrindo, e cruza as pernas. Eu olho. Ocorre que o namorado está bêbado. Ela me olha, eu finjo que não, nada de cúmplices! Os bêbados são violentos...