Fui envelhecendo até o ponto em que passaram a me chamar simplesmente de velho. Às vezes já nem lembro mais meu nome. Mas nunca fui igual a esses outros aposentados, que compram milho e vão pra praça alimentar os pombos. Odeio pombos! Eles cagam pra tudo que é lado. Eu faço cocô de uma maneira um pouco mais convencional, nas minhas fraldas. Dia desses, um pombo fez um puta cocô em mim! É verdade que quem limpa tudo, no fim das contas, é a Ambrosina, tanto quando eu cago, ou mesmo quando cagam em mim. Odeio pombos porque não é justo, afinal eu nem posso voar...