Lambaraz
Nossa cabida, que abebera nossos miocárdios, escruta a aptidão da necrópole de nevralgias coligidas na existência. Abduzir tal cabida, abacinando sonhos, fomentando a abirritação, seria abeberar o ergotismo da aspiração da alma, laivando de sanha nosso erro dos sentidos. Desabro meu egoísmo, desacobardando a fêvera dos teus olhos que pranteiam, como se no desaguadoiro seral. O taró corrobado na coluna, o frémito desairoso do tanjão, resumbra a aparência do amor serôdio. Veias éreas do homem lambaraz que deplora por paz!
Que tal uma tradução qualquer?
Nossa intimidade de relações, que ensopa nos nossos corações, sonda a capacidade do cemitério de dores colecionadas na vida. Tirar a força desse relacionamento, escurecendo os sonhos, promovendo o desenvolvimento da fraqueza, seria dar de beber ao envenenamento crônico dos desejos, sujando de rancor nossas ilusões. Abro mão do meu egoísmo, animando a fibra dos teus olhos que choram, como se na sarjeta noturna. O frio reforçado na espinha, o estremecimento deselegante do homem que foge ao trabalho, destila a aparência do amor tardio. Veias de bronze do homem guloso que chora por paz!