Certa noite, na Prista House, eu gastei dezoito caixas de ovos de codorna (manja?), com o que adiquiri alguma experiência sobre o assunto. Fiquei ansioso por poder lhes transmitir minha excitante experiência.
- O ovo de codorna não é muito bom para ser feito
"estrelado". Penso que talvez não seja grande assim o suficiente. - O ovo de codorna não é muito recomendável no preparo de farofa, já que se gasta muita, digamos, quantidade de ovos. Sem contar a propriamente dita farinha. - Da mesma forma, as gemadas tornam-se um tanto trabalhosas e inadequadas. - Ovos mexidos eu também não consegui. Parece mesmo que eu sou meio asno e ainda não aprendi a mexer. Foi que resolvi então preparar ovos de codorna da maneira convencional: cozidos. - Uma hora e meia, na panela de pressão, não foi o tempo ideal de cozimento. Quinze minutos, em panela standard, mostraram-se mais eficientes. - Uma vez cozidos, é aconselhável retirar as cascas, antes de comê-los. Essa abominável tarefa torna-se mais eficaz se encarada antes de esfriarem os ovos. - Uma leve pressão, em círculos, sobre o ovo de codorna cozido contra uma superfície plana, ajuda bastante para a remoção dela, a casca. Entretanto, se a pressão não for assim tão leve, corre-se o iminente risco de esmagá-lo, claro, o ovo. - Não é necessário usar detergente nele (o ovo) para ficar livre daqueles malditos pedacinhos dela (a casca) que teimam em ficar grudados, basta um pouco de água corrente. Entenda-se que essa “corrente” nada tem a ver com aquela que se usa de dupla com os cadeados. Pronto. Ah, sim, é bom considerar que meu molho “rose” ficou um tanto amarelado. Vai ver foi porque eu usei um vidro inteiro de mostarda no preparo. Espero tê-los ajudado. João Prista Ilustração de "Culinária Maluca" por Wellington Lyra |