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Certo dia, vi um colega do trabalho com um cachorro quente não muito prático, já que era necessário, hehe, “ajuda” para segurar o bicho, de tão grande! O manual de instruções diria, mais ou menos, assim: um pega numa ponta, outro pega na outra, com cuidado para não machucar a lingüiça. É necessário antes, porém, determinar a vez de quem é o direito de comer. Seria um tanto anti-higiênico que os dois começassem a morder a lingüiça simultaneamente.
Hoje, além de tamanhos bizarros, acrescentam-se vários molhos e milhos, que acarretam efeitos colaterais: Maionese nos olhos – use o guardanapo para remover o excesso. Milho no sapato – disfarce, chute para algum lugar, discretamente. Molho de carne na camisa – não tem jeito, espalhe com água, refrigerante, cerveja, qualquer coisa líquida que esteja à mão, e deixe de ser porco. Queijo ralado no nariz – compareça ao toalete, assoe o nariz, com auxílio do papel toalha, e volte, como se nada tivesse acontecido. Passas ao Rum – cuide para que o dono do rum não perceba. Salsicha no cabelo – aí já é demais, consulte-se com um veterinário! Que diabos será que fizeram com a coerência? João Prista Ilustração de "Culinária Maluca" por Wellington Lyra |